Slow Moving Millie para Idol Magazine UK (2011)

Slow Moving Millie pode não ser um nome familiar para você, mas a alguns meses atrás, você provavelmente a ouviu cantar toda vez que ligou sua TV. O cover de Millie da música “Please Let Me Get What I Want ” conseguiu o cobiçado lugar no comercial Natalino de John Lewis- o que hoje é considerado uma instituição, e que, anteriormente, elevou Ellie Goulding para outro nível de estrelato. Você também pode reconhecer Millie do cinema e da televisão . Desde a adolescência usando o nome Amelia Warner, ela estrelou como protagonista na adaptação da BBC de Lorna Doone , e foi destaque em filmes, incluindo Quills , Winter Passing e Alpha Male. Durante esse tempo, ela era ainda casada com Colin Farrell (a união entrou para a história como um dos casamentos de celebridades mais curtos , terminando depois de apenas 5 meses) . Agora, aos 29 anos, Millie finalmente percebeu que a música é o lugar onde se encontra sua verdadeira paixão – daí seu apelido de ‘ Slow Moving (lenta) ‘ . Pessoalmente, Millie é de tirar o fôlego de tão linda, com aparência clássica de estrela de cinema . Ela desloca-se com roupas românticas e caprichosas nos bastidores , que refletem seu estilo de música. O seu álbum de estréia  ‘Renditions’ já está à venda.

 

Idol Magazine: Você começou sua carreira de atriz muito jovem. Como você se envolveu com atuação?

Amelia Warner: Basicamente, eu costumava ir ao Youth Theatre Royal Court que ficava em Portobello Road. Eles usavam para fazer projetos de verão e eu participei de alguns desses. Era sobre escrever, atuar, coisas de oficina. Eu costumava ir lá no verão, e então eles fizeram um ‘jogo’ que escrevemos e alguém viu, era o assistente de um agente, e é assim que eu me envolvi com isso.

IM: Quantos anos você tinha na época?

AW: 16

IM: Depois disso as coisas aconteceram rapidamente?

AW: Sim, muito rapidamente. Eu fiz algumas coisas para TV, e, em seguida, tem ‘Lorna Doone’ que foi um dos dramas de época da BBC onde interpretei a protagonista, na época eu tinha 17 anos. Então eu também estava em ‘Quills’. O meu último ano de escola foi muito ocupado, eu estava fazendo malabarismos entre atuar e estudar.

IM: Como você conciliou os dois?

AW: Eu tive muita sorte nisso, fui a Sixth Form College (instituição onde os alunos fazem cursos avançados e concluem os ensinos mais rapidamente) e eles foram realmente compreensivos e me apoiaram, e não me reempreenderam por faltar a escola. Foi muito para mim e meu nível de comprometimento de uma certa forma. Eles foram muito legais em me deixar fazer isso. Mas no geral foi muito estressante.

IM: Qual foi o ponto alto da sua carreira?

AW: Provavelmente … provavelmente … Eu tenho que dizer que o meu favorito foi ‘Quills’ pois foi a primeira coisa que eu fiz, então eu meio que atingi o topo muito cedo (risos). Eu simplesmente amei as pessoas envolvidas, o diretor foi incrível, nós filmamos no Pinewood –  a experiência toda foi apenas muito, muito brilhante.

IM: Por que você decidiu em não continuar atuando?

AW: Bem, eu fiz ‘Quills’ quando eu tinha 18, e como eu disse foi meio que o topo da montanha – nunca realmente ficou melhor do que isso. E também porque comecei muito jovem e não era necessariamente o caminho que escolhi – você sabe, não acho que eu teria deixado a escola e ido para a escola de teatro para me tornar uma atriz. Eu só percebi com 20 anos que era atriz e não senti que era o caminho certo. É um daqueles trabalhos que você tem que ser absolutamente apaixonado pelo seu ofício e tudo mais, para fazer todas as outras coisas valerem a pena no final … as audições horríveis, a rejeição constante. Você tem que ser realmente apaixonado e eu não estava. Isso tornou-se muito claro para mim conforme fui ficando mais velha e então comecei a me sentir muito desconfortável. Eu realmente não me sentia eu mesma.

IM: Você sempre foi musicista?

AW: Sim, eu sempre escrevi e toquei piano, mas nunca tinha realmente compartilhado nada com ninguém. Acho que não toquei música para alguém até que eu estar com 24 ou 25, porque era algo que eu simplesmente costumava fazer. Eu sempre levava meu teclado comigo, e também o meu computador que tinha um software para que eu pudesse gravar e escrever, então sempre fiz isso, mas era algo particular.

IM: Você se envolveu com trilhas sonoras de filmes – como conseguiu essa oportunidade?

AW: Alguns dos meus amigos estavam fazendo curta-metragens e eu fiz a música para eles e adorei, realmente, realmente gostei de fazer o Film Score (música original escrita especificamente para acompanhar um filme). Eu fiz mais alguns esse ano – cerca de três curtas, novamente apenas participando da trilha sonora ,e fiz um comercial para Orange na França. Eu quero continuar fazendo isso, se possível.

IM: O que compor trilhas sonoras para filmes implica? Você escreveu partituras e trabalhou com orquestras?

AW: Eu fiz isso com a Orange France. Trabalhei com vários instrumentos com cordas, o que foi incrível. Vê-los tocar algo que você escreveu e arranjou, eu amei, foi um grande momento.

IM: Como foi a transição de ser compositora para ter um contrato assinado com a Island Records?

AW: Eu assinei um contrato sincronizado com a Universal, que é realmente um pequeno negócio, basicamente, apenas envolvendo música para filmes. Eu acho que é porque eu estava fazendo trabalhos com trilhas sonoras e acabou passando de boca em boca. Basicamente, significa que eles queriam minhas músicas, para compor coisas ou usar o material existente nas trilhas sonoras. Eu tive essa chance através de estar na Universal, então conheci Island e, em seguida, assinei o contrato e eles absorveram o negócio em sincronia.

IM: Você acha que foi mais fácil ou mais desafiador, ter feito seu nome como atriz e agora mudar isso para a música?

AW: É realmente difícil dizer, porque é realmente difícil de qualquer maneira. Em qualquer cenário, é difícil fazer um nome para si mesmo na indústria. Eu acho que em alguns aspectos é duro porque as pessoas podem ser desprezíveis – Quer dizer, eu sou culpada por meus atos … Eu posso ouvir que alguém está fazendo alguma coisa e eu vou julgá-la de imediato, e rejeitá-la. Então, eu acho que algumas pessoas vão pensar: “Ah, ela está tentando fazer isso agora”, e pode ser um pouco desencorajador . Eu honestamente não posso dizer se isso ajuda ou não (já ser conhecida como atriz), mas não acho que tenha  sido prejudicial.

IM: Por que você usa o nome Slow Moving Millie?

AW: Acho que foi porque quando eu comecei a tocar minhas coisas para as pessoas e enviar demos, foi uma maneira de separar Amelia Warner, a atriz, e Slow Moving Millie. Era uma maneira segura de começar a fazer o meu caminho nesse mundo. Também foi porque não comecei a tocar minha música para ninguém até que eu ser um pouco mais velha, e eu não sabia ou sequer sonhava que poderia fazer isso como uma carreira. Todos os meus amigos e família perceberam muito antes de mim, então é daí que vem o apelido de ‘lenta’. Levei muito tempo para começar, “Que se dane, eu adoro escrever músicas, eu amo música, isso sempre me fez feliz. Por que não estou fazendo isso?” Eu sempre fui obcecada com a música – ouvir, comprar – e certas vezes, a ideia de fazer algo que você ama parece plausível.

IM: Que tipo de música você ouvia enquanto crescia?

AW: Todos os tipos. Minha mãe é realmente ligada a música, então ela me fez ouvir Jackson Browne, Joni Mitchell, Randy Newman. E então, quando mais velha, eu estava obcecada com The Kinks e The Rolling Stones, fiquei entre Blur e Brit-Pop.

IM: Algum artista em especial influencia você agora?

AW: Eu acho que todos eles fazem, em termos de o que você ouve mais. Acho que é definitivamente enraizado de alguma forma. É difícil porque eu nunca iria querer fazer comparações…

IM: Com quem você sonha fazer uma colaboração?

AW: Rufus Wainwright seria incrível. Gostaria muito de escrever um musical com Rufus Wainwright –  seria realmente um sonho! (risos) Talvez um dia!

IM: O que podemos esperar do seu álbum de estréia?

AW: O álbum de estréia são covers, então de certa forma não é totalmente reflexo da música que faço. Mas apesar de serem covers de músicas que as pessoas conhecem, acho que há uma rotação sobre eles que é Slow Moving Millie, e uma introdução para o meu som e as coisas que eu gosto. Minha música tende a ser um pouco teatral, lunática e mágica e eu acho que trouxemos  esses elementos para as músicas. São canções que as pessoas meio-que-conhecem, como um hit maravilhoso que têm desaparecido da consciência das pessoas, e eu estou trazendo-as de volta em uma nova versão.

IM: Por que você decidiu fazer covers e não faixas originais?

AW: Não foi realmente uma decisão feita por qualquer pessoa. Foi exatamente o que eu estava trabalhando na época – eu estava trabalhando neles e ao mesmo tempo nas minhas próprias coisas. Isso de fazer covers era um projeto paralelo, mas que era muito interessante e criativo, de uma forma muito diferente. Era algo que eu estava explorando. Fazer o cover de The Smiths e todas as outras faixas coincidiram ao mesmo tempo. Todo mundo falava ” Por que não grava todas essas outras demos que você tem?” pois já estavam feitas e quase prontas. No meu álbum há duas faixas bônus, que são minhas próprias músicas.

IM: Quais são suas ambições para o futuro?

AW: Eu quero fazer um álbum no ano que vem … Eu não sou muito boa em pensar à frente. Então, na minha cabeça agora eu estou realmente animada sobre compor por alguns meses, eu poderia ir para New Orleans, estive lá à alguns anos atrás, e achei muito inspirador. Fora isso, eu não tenho certeza! 

IM: Quem são seus ídolos?

AW: Oh Deus! Deixe-me pensar … Eu amo Jane Birkin – um pouco maluca, de espírito livre. Eu também adoro Tracey Emin. Acabei de ler seu livro sobre colunas (My Life in a Column). Foi simplesmente incrível. Ela é uma mulher incrível e eu realmente a admiro. Acho que a admiro pela sua abnegação … ou a sua auto-obsessão, eu não sei qual dessas, mas é  sobre aquele destemor de abrir a si mesmo para todos. Ela quase desistiu de sua vida pela arte. Eu não acho que eu poderia fazer isso, porque minha vida é composta de outras coisas que são realmente importantes. Para mim, tem que haver um equilíbrio. Não acho que eu iria desistir e comprometer outras coisas pela minha arte com o mesmo grau de intensidade que ela fez.

IM: Quem seria seu ídolo musical?

AW: Provavelmente Danny Elfman, que é compositor de cinema. Ele faz todos os filmes de Tim Burton. Eu absolutamente amo o seu som, é tão único, mágico, tão Danny. Você pode apenas ouvir um pedaço da trilha sonora ou assistir a um filme e já perceber que se trata de Danny Elfman.

 

SCANS DA MATÉRIA SOBRE SLOW MOVING MILLIE NA REVISTA + PHOTOSHOOTS

 

Fonte

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