CANDIDS: Millie é vista jantando com a família em Vancouver, 12/05/2016

 

Millie foi vista no dia 12 enquanto saia para jantar com o marido Jamie e sua mãe Annette. Confira as imagens a seguir:

 

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FELIZ ANIVERSÁRIO MILLIE!

 

HOJEEEEEE É DIA DE FESTA SLOWERS!!!!! 

Há 33 anos atrás nascia nossa querida Amelia Catherine Bennett (ou apenas Millie, como ela prefere) em Merseyside, no Reino Unido.

É filha única de Annette Ekblom e Alun Lewis, ambos atores. Logo após o nascimento, seus pais se separaram. Amelia vê seu pai desde criança, mas não gosta muito de falar sobre ele. Aos quatro anos de idade, mudou-se para Londres com a mãe, que estava trabalhando frequentemente no teatro e em estúdios de TV. Tornou-se independente bem cedo, e ela credita que isso seja influência de sua mãe pelo fato de também ser atriz, embora Annette a aconselhasse terminantemente a não seguir essa carreira. Annette só aceitou a escolha da Millie quando ela conseguiu um papel em Lorna Doone.

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Entrevista: Amelia Warner para o The Guardian USA (2005)

Entrevista: Polly Vernon

Amelia Warner tem uma teoria sobre a relação entre arte e vida. “Eu tenho essa ideia de que quem você interpreta na Natividade (referente ao Nascimento de Jesus) indica quem você é na vida. Quando eu tinha quatro anos, eu interpretei Maria. Mas não fui um bom tipo de Maria, eu era bem mandona. Parei a peça no meio só para dizer ao José que ele estava fazendo tudo errado. Então, aquela era eu … Tenho essa melhor amiga que era tão ressentida sobre nunca ter sido a Maria. E todos sempre diziam: ‘Oh, eu era o anjo Gabriel ‘O Mensageiro’,  nunca a Maria ou José…’. Você já reparou nisso? Então, sim, quem você é na Natividade refere-se, você sabe, ao seu … “

Momento na vida?

“Hmm…talvez. É uma teoria estranha, eu sei. “

No qual é ainda, no caso da Warner, uma hesitação. Warner é inconfundivelmente autoritária, a menina eternamente escalada como Maria na peça de Natividade da vida. Ela está na lista sobre os ‘Belos Jovens Britânicos’ sem preocupações. Ela é linda (possui uma postura delicada, olhos de cílios fartos, um sorriso encantador e auditório,  com toda aquela pele luminosa e brilhante como a lua, e assim por diante); ela está pronta. Ela é  uma boêmia e elegante cidadã de Portobello Road (uma economista dedicada, que não “possui uma única coisa nova, é tudo de segunda-mão, todas as minhas lojas favoritas são um pouco assustadoras e cheiram engraçado, e eu sei a localização exata de cada mercado decente de velharias no mundo”) um trabalho sujo para uma princesa desencanada. Ela é uma atriz de considerável habilidade, e, no entanto, apesar da nova tradição de talentosos jovens famosos que não são mais espertos do que a maioria e só pensam no luxo, Warner não quer ser uma estrela de cinema. “Honestamente, isso não significa nada para mim” diz ela. (Seu sotaque é metade meio hip-oeste de Londres, de acordo com sua própria – e muito legal- descrição) “Eu quero ficar abaixo do radar e fazer bons filmes. Tenho que ter cuidado, não quero que a minha vida mude. Eu realmente não quero ser uma estrela de cinema.”

Ela vai testar os limites do controle da fama em 2006. Ao longo do próximo ano, ela vai estrelar quatro filmes: Stoned, drama de Stephen Woolley que conta a história do ex membro dos Rolling Stones, Brian Jones; Alpha Male de Dan Wilde;  O thriller de ficção cientifica  Aeon Flux, no qual ela estrela ao lado de Charlize Theron, e o drama literário de Adam Rapp, Winter Passing. Com a exceção de Aeon Flux, eles são essencialmente pequenas produções de baixo orçamento, no entanto, eles oferecer uma séria exposição para a Warner.

Warner na verdade não assistiu nenhum desses filmes ainda. (“Eles são muito protetores sobre esse tipo de coisa, os norte-americanos. É só no caso de eu vender algo para o The National Enquirer, eu suponho.”) Mas no todo, ela diz que está mais orgulhosa de Winter Passing. “Por causa de Ed Harris, oh meu Deus! Foi tão assustador! Ele me matou de susto. Ele é tão adorável, mas apenas o pensamento dele… E você sabe, ele é tão… Intenso. Mesmo quando ele está realmente controlado, ele é intenso. Mas é uma coisa estranha que de alguma forma, quando você está no set e as câmeras não estão ligadas, você fica intimidado por pessoas, com medo ou ansioso, mas em seguida, uma vez que as câmeras estão gravando, você tem sua cena e o seu papel, e seu momento com eles, e tudo vai embora. Uma vez que você está fazendo isso, vocês já se conhecem há anos, e … bum! Sim. Isso é atuação. Esse é o real fingimento. “

Amelia nasceu há 22 anos em Liverpool, filha da atriz de TV e teatro Annette Ekblom e um pai músico que ela não quer o nome; ele separou-se de Ekblom quando Warner era muito jovem. Quando ela tinha seis anos, Amelia e sua mãe se mudaram para um conjunto habitacional em Ladbroke Grove. Ela se deu bem no oeste de Londres com a vizinhança em virtude de sua beleza e seu novo endereço – ‘Bem, mais ou menos. Eu sou definitivamente uma garota que prefere o oeste de Londres – enquanto Ekblom ganhou um papel na produção da West End ProductionBlood Brothers.

Warner  foi criada em uma sucessão de reuniões e salas verdes de gravações? Cercada de técnicos de produções e cabos de câmeras? “Um pouco. Quando Blood Brothers estava acontecendo eu visitava os bastidores constantemente. Mas ela não me levava para audições, ela não queria me arrastar junto, eu não vi muito daquele mundo”.

Ela meio que ‘gostou do que viu’, mas insiste que não foi isso que a fez querer atuar. Na verdade, nada a fez querer se tornar uma atriz . “Não! De modo nenhum. Embora talvez tenha sido, em algum momento. Eu não sei. Talvez sim e eu realmente nunca tenha dito antes. “

Por causa da mãe dela?

“Não. Não é por causa disso. Talvez eu estava envergonhada. Tremo quando as pessoas ficam tipo… (Warner adota profundos tons de auto-consciência , como as máscaras de Thespian) ‘Eu vou ser uma atriz’! O que basicamente é o que se pode dizer de mim. Mas me deixou desconfortável pensar ou dizer que eu queria fazer isso … Então, eu não disse. Eu caí nisso, para ser sincera. E então, quando percebi que já tinha começado, pensei em tentar pelo menos, dar-lhe uma chance e ver como era. “

Depois de conseguir o papel de protagonista na peça de Natividade  na escola primária, Warner passou a aparecer em uma sucessão de espetáculos teatrais para jovens. Ela evitou escola de teatro, porque: “Não consigo pensar em nada pior! Estar rodeado durante três anos por pessoas que querem as mesmas coisas que você. Como isso pode ser saudável? Quero dizer. Estar rodeado de atores, basicamente. “

Aos 16 anos, ela foi flagrada por um agente em uma peça no Royal Court Theatre Youth (um evento que ela refere-se com desinteresse, atitude de uma menina que não percebe que esses tipos de coisas não acontecem com a maioria das pessoas). No ano seguinte, seu último na escola, ela foi escolhida como a jovem noiva de Michael Caine no sensual drama sombrio Quills, que  mostrou os últimos dias do Marquês de Sade. “O que foi realmente emocionante, mas também… Eu era um pouco jovem.”

Como foi que ela lidou com o conteúdo explícito?

“Na verdade, o roteiro que eu li foi muito mais explícito. A coisa é que, eu amei muito o roteiro, e minha mãe leu, bem quando eu o consegui, e ela adorou. Acho que você meio que pensa ‘bem, eu vou lidar com isso mais tarde’. No roteiro original havia nudez, que foi tudo tirado porque eu era menor de idade na América. Ufa. Isso foi um grande alívio. Eu não sei como eu teria me sentido sobre isso na realidade. Eu não tive que fazer [cenas de nudez] ainda. Eu recusei coisas por causa disso, porque parecia fútil, o que 99% do tempo, eu acho que é. É tão esperado! ‘Você é uma atriz, por isso você deve tirar a blusa!’… Mas, mais cedo ou mais tarde, acho que isso vai acontecer e é assustador.”

Foi na estréia de Quills que Warner conheceu Colin Farrell, o bad boy de Hollywood por quem ela se apaixonou. Depois de um relacionamento de oito meses, os dois foram para o Taiti, onde andaram de  jet-ski, alimentaram tubarões e depois se casaram. A cerimônia não foi juridicamente vinculativa – “Era só uma coisa para nós “, explicou Warner – o que foi um golpe de sorte, porque depois de quatro meses, os dois se separaram.

“Eu o amei muito”, diz Warner no passado. “Eu tive os momentos mais incríveis da minha vida com ele. Ele foi um parceiro fantástico. Eu teria me casado com ele de verdade. Mas éramos muito jovens. Eu tinha coisas para fazer, e ele tinha coisas para fazer “. Agora, no entanto, ela é um pouco mais taciturna sobre o assunto. “Eu não vou falar sobre isso em tudo ” diz ela, em resposta a mais uma pergunta sobre Farrell. Seu rosto se fecha para baixo, e a sua explosão repentina de desconforto parece de alguém bem mais velho, e mais aterrorizante.

Nós seguimos rapidamente em frente. Agora, Warner diz, sua vida é tudo sobre o seu trabalho, e seus amigos (para quem ela compra vibradores como presentes de Natal. “Eu acho que toda mulher deve ter um. Eu não posso acreditar que elas ainda não tinham. Elas sempre dizem:”Oh não, eu não poderia comprar para mim, mas então, se alguém me comprasse um…”) e tem a mãe dela, que se mudou para Gloucestershire com cavalos e cães. “Eu sinto falta dela. Mas ela adora.”

Ela precisa ficar um pouco mais em  Los Angeles por causa do trabalho. “Eu nem sequer  quero falar sobre como eu odeio LA”, diz ela. ‘É tão Inglês odiar LA. Eu gostaria de dizer que eu amo, mas não. É um lugar tão estranho. Se fosse minha escolha, eu não iria passar um dia lá. Tudo fecha às 11. E todo mundo acha que eles são tão loucos e selvagens e liberais e eles não são! Tem muitas oportunidades de trabalho, mas tanta merda acontece lá também. Mas se estou indo para trabalhar lá, eu não quero ir e ouvir as pessoas dizendo: “Você é uma porcaria! Se não gosta, vá se fod*r  e volte para a Inglaterra, então.”

E ela ama trabalhar. Regulares confusões em LA valem a pena. Existem poucas coisas que ela não faria por um personagem, além do que ela considera nudez ‘sem sentido’. E sobre dormir com o diretor de elenco: “No minuto em que eles dormem com você, por que lhe dariam o trabalho depos?”

Quanto à competição constante, a rejeição e a incerteza sobre atuar, Warner lida com isso anulando cada instinto competitivo que ela tem. “Eu sou ambiciosa, mas não competitiva. Você ficaria louco se fosse assim. Você sabe, existem trabalhos o suficiente para todos nós lá fora.” O que não é verdade, mas é certamente bem ajustável.

Amelia Warner é igualmente bem ciente sobre seu status como a ‘Beleza Britânica de 2005’. “Ser a menina bonita… você não iria querer isso”, diz ela alegremente. “É ultrapassado. Ser sexy é realmente muito chato para mim. Eu prefiro ser…” Ela faz uma pausa, e levanta uma elegante sobrancelha maliciosamente “Eu prefiro ser interessante. Faça-me parecer interessante”.

 

Publicado em janeiro de 2005.

Amelia Warner: “Cansei de atuar porque meu coração nunca esteve nisso”

Entrevista concedida para o The Independent UK em dezembro de 2011.

Como atriz, Amelia Warner tinha tudo. Então por que ela abandonou essa profissão para cantar covers de músicas famosas dos anos oitenta? Ela conta para Charlotte Cripps nesta entrevista.

A cantora Slow Moving Millie, também conhecida como Amelia Warner,  é talvez mais conhecida pelo seu papel como Lorna Doone no drama da BBC de 2000 de mesmo nome. Ela também chegou aos jornais quando, um ano mais tarde (aos 19 anos de idade) “casou” com o ator Colin Farrell em uma cerimônia não-oficial em uma praia do Taiti.

“Era isso ou a alimentação de tubarões na recepção do hotel”, diz Warner humildemente quando nos encontrarmos. “Foi apenas um homem segurando uma concha. Colin e eu usamos roupas normais ” Embora o casal tivesse noivado de verdade, eles se separaram quatro meses depois. “Como todo primeiro amor, terminou em lágrimas e desgosto”, acrescenta Warner.

Mas apesar de seu histórico de atuação, a maioria das pessoas já ouviram Warner cantando sem nem mesmo saber. Seu cover de “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want” foi pego por John Lewis para o seu anúncio de Natal após a Universal Music apresentar a canção. E agora Warner – que também interpretou a jovem noiva de Michael Caine em Quills (com apenas 18 anos), colocou a atuação firmemente atrás dela.

Ao invés disso ela acaba de lançar um álbum de covers – Renditions – sob o nome de Slow Moving Millie. Ele apresenta versões despojadas de clássicos dos anos oitenta, com Amelia tocando piano. As canções incluem “Love In The First Degree” de Bananarama, “Wonderful Life” do cantor Black e “The Power of Love”, que ficou famosa através da banda Frankie Goes To Hollywood. Apesar de sua voz delicada e assombrosamente bela, você não pode evitar e acaba ansiando a versão original das canções. Por sorte,  ela está em estúdio gravando seu álbum de estreia com suas próprias músicas, que ela descreve como “dramático”, “orquestrado com grandes arranjos”, e “ocupado” com uma “trilha sonora cinematográfica” . Duas de suas músicas originais estão no álbum Renditions (“Beasts” e “Hart with a Crown & Chain”) para dar um gostinho do mágico, mundo de conto de fadas de sua música. Warner, que assinou contrato com a Island Records, há alguns meses, está interpretando atualmente cerca de uma banda inteira.

“Sou apenas eu e um piano no momento”, diz ela. Suas influências musicais incluem os filmes de Tim Burton, bem como as músicas de Rufus Wainwright e Randy Newman – por causa ” das histórias em suas canções”. Muito tímida pessoalmente, Warner que tem uma qualidade vulnerável ligada a sua personalidade – ela está usando uma blusa vintage laranja e minissaia de seda floral – tem gasto uma enorme quantidade de energia superando sua fobia de estar no centro das atenções – um problema estranho para um artista.

“A constante pressão de ter que provar a mim mesma como atriz não combinou comigo. Cansei de atuar porque o meu coração nunca esteve nisso. Eu estaria em Los Angeles fazendo testes na frente de 30 pessoas. A sensação que eu tinha era que não queria isso “, diz ela. “Eu disputava contra muitas atrizes que lutariam com unhas e dentes pelo papel, mas eu não tinha aquela paixão. Não queria sofrer com os momentos de nervosismo. Me sentia exposta e julgada o tempo todo. Então pensei que era melhor cair fora. Música é a minha alma gêmea, mas é também o que me impediu de fazer isso por tanto tempo. Senti que se fosse julgada (fazendo músicas) seria muito devastador. Mas pelo menos eu tenho a paixão para passar por isso. “

Nascida em Liverpool em 1982, seus pais se separaram quando ela era muito jovem. Filha única da atriz Annette Ekblom, que estava no elenco original de West End of Blood Brothers, Warner e sua mãe mudaram-se em seguida para Ladbroke Grove, No oeste de Londres, quando ela tinha quatro anos. Ela foi à escola para garotas Masonic Royal School e também ganhou um lugar no grupo de jovens atores no teatro Royal Court’s. Aos 16 anos, ela passou a estudar na Faculdade de Belas Artes (College of Fine Arts) ao norte de Londres, quando então conseguiu o papel de Lorna Doone, ao lado de Richard Coyle no romance passado nos confins de Exmoor durante o final do século 17. Nesse mesmo ano, com 17 anos, ela foi escalada como uma jovem noiva  que acaba corrompida pelo Marquês de Sade em Quills.

“Eu estava levando à sério, mas não esperava nada disso”, diz ela. “Foi impressionante e quando estava nas filmagens, os momentos em que a minha cena estava sendo filmada eram os que eu mais odiava; Ser atriz me parecia errado. Não sei por que eu pensava isso. Me achava sortuda por conseguir os papéis mas nunca estive feliz.”

Warner fez 12 filmes depois de seu primeiro pequeno papel em Mansfield Park em 1999, como a adolescente Fanny Price. Ela interpretou a irmã de Charlize Theron no thriller de ficção científica Aeon Flux em 2005, com 23 anos. Outros notáveis papéis no cinema ​​incluíram o drama americano Winter Passing de 2005, filme sobre uma bartender deprimida/atriz interpretada por Zooey Deschanel, que descobre que seu pai (Ed Harris) é um famoso escritor que acolheu a personagem de Warner , uma estudante, na sua casa. Então em 2008, com 26, Warner desistiu de tudo para se dedicar à música. Para os amigos e familiares, Warner sempre foi conhecida como Millie, destinada a ser um cantora.

“Passei muito tempo tentando descobrir o que eu queria fazer e o nome Slow Moving Millie é uma brincadeira sobre isso porque eu sou  muito lenta para trabalhar. Ter sido uma atriz foi uma parte diferente de mim. É uma separação de identidade “. Nos últimos anos ela tem escrito canções e tentado encontrar sua verdadeira vocação na vida.

“Quando eu assinei com a Island Records, há alguns meses, foi um alívio. Foi assustador me afastar de um trabalho que estava me fazendo ganhar dinheiro. Fiquei com medo de me arrepender… – Mas isto (a carreira como cantora) me mostrou que não foi tão louco assim jogar tudo fora.

Por que ela escolheu cantar música dos anos oitenta? “Eu acho que essas músicas podem ter uma má reputação por causa da maneira ‘boba’ que foram produzidas”, diz ela. “As letras são muito obscuras, mas são entrelaçadas em batidas altas e vibrantes de melodia e som. Mas por baixo disso todas elas são músicas realmente comoventes, e são sobre ter seu coração partido.”

 

 

 

Amelia Warner na ‘Interview Magazine’ (2006) + Photoshoot em HQ

Amelia esteve na edição de abril da Interview Magazine em 2006 e você pode ler a matéria sobre ela traduzida a seguir:

Amelia diz que a mãe dela, a atriz de televisão britânica Annette Ekblom, não ficou feliz com a decisão da filha de ser atriz, preferindo que ela seguisse uma carreira com mais segurança profissional, mas um rápido olhar no currículo de Warner revela que tanto mãe quanto filha têm boas razões para se sentirem seguras. No ano passado, Warner completou nada menos que três filmes. Entre eles estão o épico de Karyn Kusama, Aeon Flux; o drama Winter Passing de Adam Rapp, no qual ela aparece ao lado de Will Ferrell; e mais recentemente Stoned, novo filme controverso de Stephen Wooley sobre a misteriosa morte do co-fundador da banda  Rolling Stones, Brian Jones. Ela ainda se envolveu em outro filme, Middle Of Nowhere, que foi gravado na Austrália. Warner recentemente também adquiriu uma nova casa no nobre bairro Notting Hill, em Londres.

Estou realmente feliz com as coisas que eu tenho feito“, diz a nativa de Liverpool de 24 anos, que foi brevemente casada com Colin Farrell em 2001 (ela se recusa a discutir sobre o relacionamento deles). No entanto, ela insiste que ela não tem uma predisposição para ser viciada em trabalho, depois de ter passado a maior parte de seu tempo de inatividade recente assistindo filmes do Charlie Chaplin e mudando para o novo apartamento. “Eu também fico muito satisfeita em não trabalhar“, diz ela.

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Entrevista para a revista The Evening Standard (2004)

Em abril de 2004, Amelia foi capa da revista The Evening Standard. Leia abaixo a entrevista completa:

O casamento de Amelia Warner com o menino selvagem de Hollywood não durou nem um ano, mas sua carreira de atriz está parecendo muito mais promissora.

Amelia tinha apenas 19 anos quando se viu , inesperadamente , sendo uma das mais invejadas mulheres do mundo. Durante um romântico feriado na praia, ela se casou por um capricho com Colin Farrell , 27 anos (filho do jogador de futebol irlandês Eamon Farrell) estrela do próximo filme Alexandre, o Grande e mundialmente conhecido libertino , cuja conquistas posteriores incluíram Britney Spears.

Dois anos e meio depois, e mais uma vez solteira, ela está sentada em uma mesa no Electric, enchendo-se com pão e balançando a cabeça enquanto reflete sobre suas aventuras passadas.
“Estávamos no Taiti”, diz ela. “nós fomos para a mesa de atividades e dissemos: ‘Queremos andar de Jet Ski, alimentar tubarões e queremos nos casar. Eles disseram: Legal, vamos fazer na segunda-feira a alimentação de tubarões, jet-ski na terça-feira e podemos encaixar o casamento na quarta-feira.’ Ele não foi juridicamente vinculativo, era apenas algo que fizemos para nós.” O casal estava namorando há oito meses quando fizeram a cerimônia à beira-mar.

“Eu teria me casado com ele de verdade,” Amelia passa uma sensação de melancolia. “nós estávamos devidamente apaixonados, tivemos uma festa com a família e tudo. Mas simplesmente não deu certo.” Quatro meses após o ‘casamento’, eles se separaram. Amelia, hoje com 21 anos, é compreensivelmente cautelosa em falar demais sobre Farrell. Além disso, ela tem muita coisa acontecendo em sua própria carreira, sem ter que se apoiar na dele . Este ano, ela aparece em dois grandes filmes: Love’s Brother, no qual ela estrela ao lado de Giovanni Ribisi e Adam Garcia, e Winter Passing, com Ed Harris.

Amelia nasceu para o negócio. Além de suas vantagens naturais (ela tem curiosamente um antiquado glamour e mais parece uma morena Brigitte Bardot) a atuação está em seu sangue. Ela é filha de Annette Ekblom, um dos esteios do drama da televisão britânica com papéis em  Peak Practice, Inspector Morse, Cracker, no histórico dela.

Uma das primeiras lembranças de Amelia foi a de ir ao camarim para ver sua mãe depois que ela foi protagonista de Blood Brothers. ‘Eu amei muito “, ela lembra. “Mas era apenas o trabalho de minha mãe. Na verdade, ela ser uma atriz provavelmente me deixou fora disso mais do que qualquer coisa “. Apesar de seu sotaque britânico nítido e aparência cosseted (considerado um vintage moderninho), a vida de Amelia nem sempre foi brilhante. Seus pais nunca se casaram, e sua mãe, que tinha apenas 23 anos quando Amelia nasceu, cuidou dela sozinha. Amelia é modesta sobre a nomeação de seu pai, um músico que mora em Yorkshire, mas ela o vê regularmente e gosta muito de seus meio-irmãos.

Sua mãe mora na esquina, e elas parecem se comportar mais como irmãs, muitas vezes indo juntos para coquetéis no bar onde nós estamos agora sentados. “Eu nunca soube o quão jovem ela era ao me ter, até agora”, Amelia confessa. “Quer dizer, ter um bebê com a minha idade deve ter sido assustador, não posso nem imaginar. Quando eu estava na escola, adorava ter uma mãe jovem, porque ela sempre ganhava  das outras mães nas corridas no dia do esporte.”

As economias eram reduzidas; elas viviam em uma propriedade modesta com vista para Ladbroke Grove, mas Ekblom sempre fez disso uma prioridade para economizar dinheiro suficiente para que Amelia tivesse o mesmo uniforme que os seus amigos e pudesse continuar nas mesmas excursões escolares.

Então, com 10 anos, Amelia ganhou uma bolsa para embarcar na Rickmansworth Masonic School, e isso trouxe para casa com pela primeira vez o disparidade entre a renda de sua mãe e a dos pais de seus novos amigos.

“Eu nunca pensei em nada disso até ficar na casa de um colega para o fim de semana, e eles tinham uma casa enorme com portões elétricos. Essa foi a primeira vez que pensei, ‘Oh merda, eu não sou como os outros.’ Eu tinha muita vergonha quando alguém pedia para ir ao meu apartamento, embora as pessoas achassem que era muito legal. Por um tempo, parecia que eu estava vivendo duas vidas. Era estranho, porque os meus amigos de condomínio falavam de uma certa maneira e se comportavam de determinada maneira, e os de escola falavam e se comportavam completamente diferente.” Nesse ponto, a ambição de Amelia era se tornar bióloga marinha.

“Eu estava obcecada, de chegar a ter um arquivo cheio de todo o tipo de animal marinho. Eu queria estar em um barco na África do Sul assistindo tubarões-braco, mas apesar do meu assunto favorito na escola ser biologia, eu costumava contar as horas para a minha aula de teatro.” No final, a decisão foi tomada por ela quando, aos 16 anos, um agente a viu atuando em uma peça de teatro que ela co-escreveu no teatro Royal Court Youth. Seu primeiro papel foi uma pequena participação na série Kavanagh QC (interpretando a sobrinha atrevida de Tom Courtenay) e, gradualmente, as oportunidades começaram a aparecer. Ela ganhou um papel em Quills, o filme sobre o Marquês de Sade, e apareceu na adaptação do livro de Kingsley Amis para a TV, Take a Girl Like You. Ela ainda se recusava a aceitar o seu destino, garantindo a nota A nas suas provas finais e ganhando um lugar na Goldsmiths College para estudar história da arte.

Junto com seu resultado acadêmico (dois A’s e um B), veio a oferta para estrelar na produção da BBC de Lorna Doone , como a protagonista.

A faculdade tem estado à espera desde então. “Eu ainda vou ir para a universidade”, ela insiste, um pouco implausível “Mas agora eu não posso me comprometer com isso da maneira merecida. Eu ficaria muito preocupada em perder alguma coisa”. E até agora, ela tem adquirido o máximo de experiência da sua curta vida o tanto quanto ela puder.

Ela conheceu Colin Farrell no final do mesmo ano, por meio de amigos em comum em Los Angeles, e eles embarcaram em um apaixonado romance. “Eu o amava muito “, diz ela, francamente, “E tive os momentos mais incríveis da minha vida com ele”.

“Ele foi um parceiro fantástico. Estávamos juntos há pouco mais de um ano, e passamos apenas dois dias separados durante todo esse tempo. Estávamos vivendo apenas com nosso próprio dinheiro.” Ela foi para Praga, onde ele estava filmando Hart’s War, com Bruce Willis; ele apareceu para a estréia Quills com ela e já tinha o nome dela tatuado em seu dedo.

Quills premiere

Quills premiere, novembro de 2000. Beverly Hills, CA

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Colin e Amelia tatuaram o nome um do outro em seus dedos anelares.

Então, o que deu errado? Os rumores são de que Farrell foi infiel. “Ele não fez nada de errado, nós eramos apenas muito jovens”, diz Amelia. “Eu tinha coisas para fazer e ele tinha coisas para fazer, e simplesmente não deu certo, o que foi muito triste.”

Segundo ela, eles não entraram mais em contato um com o outro. “O Colin que eu conhecia é muito diferente do Colin que vejo agora. É por isso que sinto que eu não posso falar sobre o nosso relacionamento, porque é como se eu estivesse falando de uma pessoa diferente. Me perturba ver como ele está sendo representado agora ou como ele escolhe representar a si mesmo. Eu não acho que ele é inocente; ele escolhe fazer essa parte.” E será que ela aprova o novo cabelo loiro dele (Colin precisou descolorir seus cabelos para o filme Alexandre o Grande)? Ela torce o rosto em desgosto. “Nenhum comentário”, diz ela. Sua fama imerecida como a ex de Farrell é claramente desagradável para ela, mas parece que ela não tem grande ambição para seguir seus passos e tornar-se um nome conhecido em sua própria maneira.

“Eu odiaria ser uma grande estrela”, diz ela apaixonadamente.

“Mas acho que há uma maneira de fazer este trabalho, onde você ainda pode andar na rua e não ser incomodada. Não é uma questão de se ter uma grande carreira e arruinar sua vida, ou recuar e não fazer os papéis que você quer fazer. Se você está o tempo todo com guarda-costas, chamando a atenção para si mesmo, então você está se abrindo para que as pessoas pensem que te conhecem. Mas se escolher o tipo de divulgação que você faz cuidadosamente, acho que pode funcionar.” Enquanto isso, Amelia é implacável sobre os papéis que ela vai aceitar, uma atitude que você esperaria encontrar em um ator experiente; mas também surpreendente e admiravelmente, em uma jovem mulher também.

“Quando alguma coisa aparece, eu sempre sei se é certo ou errado”, diz ela.

“Eu tenho uma ideia da carreira que quero ter, e eu não quero me comprometer. Empregos aparecem e as pessoas dizem que são um meio para um fim, mas eu não quero nunca mais fazer algo como um meio para um fim. Eu prefiro fazer um bom filme em um ano do que cinco filmes medíocres. O que significa trabalhar menos do que eu gostaria.” Não que isso pareça ser uma dificuldade particular.

Ela está gostando de passar o tempo em seu novo apartamento em Notting Hill (com apenas um quarto de dormir) que ela comprou depois do Natal, e se arrastou para seu bairro novo graças as lojas de roupas vintage e as panelas para fazer carne. “Eu sou uma senhora dona-de-casa “, ela ri.

“Me encontro com alguém para o almoço, depois com um amigo para o chá, então eu dou a volta em todos os bares em Notting Hill.” Esta rotina frívola é algo que ela leva a sério, tendo experimentado a dificuldade de restabelecer a sua vida em Londres, após o fracasso de seu relacionamento com Farrell.

“Eu tinha desaparecido durante um ano inteiro, e quando voltei, nada disso realmente fazia sentido. Levei pelo menos um ano para voltar a me acostumar e foi muito difícil.” Especialmente porque ela estava com o coração partido? “Exatamente”, ela acena com a cabeça.

“Quando você está atuando, tem uma vida social pronta, tudo que você faz é ir até o bar do hotel e lá estão seus amigos. Mas, em seguida, eu vou para casa e me sinto realmente deprimida. E é difícil de descrever para seus amigos de verdade o que você passou. São três meses de um
vida diferente e é muito estranho.”

“Agora eu amo o tempo que passo em casa. Eu amo Londres, amo as pessoas inglesas, eu adoro o clima. Eu gosto de ter certeza de que vou ver meus amigos e passar o tempo adequado com todos. Você não pode tomar isso como certo porque não vai necessariamente estar lá quando você voltar.”

Claramente, ao contrário do seu ex “marido”, Amelia não está em perigo de deixar que a fama e a fortuna lhe subam à cabeça.

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Fontes: Colin Farrell Fansite