Ensaio fotográfico de Slow Moving Millie para o álbum ‘Renditions’

Em 2011 Amelia Warner lançou seu primeiro álbum de estúdio, Renditions, e para fazer a divulgação do disco ela posou para as lentes da talentosa fotógrafa Nicole Nodland, que também trabalhou com a Millie no videoclipe de ‘Please, Please, Please, Let Me Get What I Want’. A arte do álbum inteira foi feita por Nicole, e você pode conferir as fotos dos photoshoots que ela fez com a Millie a seguir:

>> Divulgação – foto em UHQ:

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>>Capas alternativas do single “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”:

 

>> Fotos do encarte de Renditions:

 

>>Imagens exclusivas:

 

Thank you Nicole for the wonderful pictures! ♥

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Amelia Warner: “Cansei de atuar porque meu coração nunca esteve nisso”

Entrevista concedida para o The Independent UK em dezembro de 2011.

Como atriz, Amelia Warner tinha tudo. Então por que ela abandonou essa profissão para cantar covers de músicas famosas dos anos oitenta? Ela conta para Charlotte Cripps nesta entrevista.

A cantora Slow Moving Millie, também conhecida como Amelia Warner,  é talvez mais conhecida pelo seu papel como Lorna Doone no drama da BBC de 2000 de mesmo nome. Ela também chegou aos jornais quando, um ano mais tarde (aos 19 anos de idade) “casou” com o ator Colin Farrell em uma cerimônia não-oficial em uma praia do Taiti.

“Era isso ou a alimentação de tubarões na recepção do hotel”, diz Warner humildemente quando nos encontrarmos. “Foi apenas um homem segurando uma concha. Colin e eu usamos roupas normais ” Embora o casal tivesse noivado de verdade, eles se separaram quatro meses depois. “Como todo primeiro amor, terminou em lágrimas e desgosto”, acrescenta Warner.

Mas apesar de seu histórico de atuação, a maioria das pessoas já ouviram Warner cantando sem nem mesmo saber. Seu cover de “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want” foi pego por John Lewis para o seu anúncio de Natal após a Universal Music apresentar a canção. E agora Warner – que também interpretou a jovem noiva de Michael Caine em Quills (com apenas 18 anos), colocou a atuação firmemente atrás dela.

Ao invés disso ela acaba de lançar um álbum de covers – Renditions – sob o nome de Slow Moving Millie. Ele apresenta versões despojadas de clássicos dos anos oitenta, com Amelia tocando piano. As canções incluem “Love In The First Degree” de Bananarama, “Wonderful Life” do cantor Black e “The Power of Love”, que ficou famosa através da banda Frankie Goes To Hollywood. Apesar de sua voz delicada e assombrosamente bela, você não pode evitar e acaba ansiando a versão original das canções. Por sorte,  ela está em estúdio gravando seu álbum de estreia com suas próprias músicas, que ela descreve como “dramático”, “orquestrado com grandes arranjos”, e “ocupado” com uma “trilha sonora cinematográfica” . Duas de suas músicas originais estão no álbum Renditions (“Beasts” e “Hart with a Crown & Chain”) para dar um gostinho do mágico, mundo de conto de fadas de sua música. Warner, que assinou contrato com a Island Records, há alguns meses, está interpretando atualmente cerca de uma banda inteira.

“Sou apenas eu e um piano no momento”, diz ela. Suas influências musicais incluem os filmes de Tim Burton, bem como as músicas de Rufus Wainwright e Randy Newman – por causa ” das histórias em suas canções”. Muito tímida pessoalmente, Warner que tem uma qualidade vulnerável ligada a sua personalidade – ela está usando uma blusa vintage laranja e minissaia de seda floral – tem gasto uma enorme quantidade de energia superando sua fobia de estar no centro das atenções – um problema estranho para um artista.

“A constante pressão de ter que provar a mim mesma como atriz não combinou comigo. Cansei de atuar porque o meu coração nunca esteve nisso. Eu estaria em Los Angeles fazendo testes na frente de 30 pessoas. A sensação que eu tinha era que não queria isso “, diz ela. “Eu disputava contra muitas atrizes que lutariam com unhas e dentes pelo papel, mas eu não tinha aquela paixão. Não queria sofrer com os momentos de nervosismo. Me sentia exposta e julgada o tempo todo. Então pensei que era melhor cair fora. Música é a minha alma gêmea, mas é também o que me impediu de fazer isso por tanto tempo. Senti que se fosse julgada (fazendo músicas) seria muito devastador. Mas pelo menos eu tenho a paixão para passar por isso. “

Nascida em Liverpool em 1982, seus pais se separaram quando ela era muito jovem. Filha única da atriz Annette Ekblom, que estava no elenco original de West End of Blood Brothers, Warner e sua mãe mudaram-se em seguida para Ladbroke Grove, No oeste de Londres, quando ela tinha quatro anos. Ela foi à escola para garotas Masonic Royal School e também ganhou um lugar no grupo de jovens atores no teatro Royal Court’s. Aos 16 anos, ela passou a estudar na Faculdade de Belas Artes (College of Fine Arts) ao norte de Londres, quando então conseguiu o papel de Lorna Doone, ao lado de Richard Coyle no romance passado nos confins de Exmoor durante o final do século 17. Nesse mesmo ano, com 17 anos, ela foi escalada como uma jovem noiva  que acaba corrompida pelo Marquês de Sade em Quills.

“Eu estava levando à sério, mas não esperava nada disso”, diz ela. “Foi impressionante e quando estava nas filmagens, os momentos em que a minha cena estava sendo filmada eram os que eu mais odiava; Ser atriz me parecia errado. Não sei por que eu pensava isso. Me achava sortuda por conseguir os papéis mas nunca estive feliz.”

Warner fez 12 filmes depois de seu primeiro pequeno papel em Mansfield Park em 1999, como a adolescente Fanny Price. Ela interpretou a irmã de Charlize Theron no thriller de ficção científica Aeon Flux em 2005, com 23 anos. Outros notáveis papéis no cinema ​​incluíram o drama americano Winter Passing de 2005, filme sobre uma bartender deprimida/atriz interpretada por Zooey Deschanel, que descobre que seu pai (Ed Harris) é um famoso escritor que acolheu a personagem de Warner , uma estudante, na sua casa. Então em 2008, com 26, Warner desistiu de tudo para se dedicar à música. Para os amigos e familiares, Warner sempre foi conhecida como Millie, destinada a ser um cantora.

“Passei muito tempo tentando descobrir o que eu queria fazer e o nome Slow Moving Millie é uma brincadeira sobre isso porque eu sou  muito lenta para trabalhar. Ter sido uma atriz foi uma parte diferente de mim. É uma separação de identidade “. Nos últimos anos ela tem escrito canções e tentado encontrar sua verdadeira vocação na vida.

“Quando eu assinei com a Island Records, há alguns meses, foi um alívio. Foi assustador me afastar de um trabalho que estava me fazendo ganhar dinheiro. Fiquei com medo de me arrepender… – Mas isto (a carreira como cantora) me mostrou que não foi tão louco assim jogar tudo fora.

Por que ela escolheu cantar música dos anos oitenta? “Eu acho que essas músicas podem ter uma má reputação por causa da maneira ‘boba’ que foram produzidas”, diz ela. “As letras são muito obscuras, mas são entrelaçadas em batidas altas e vibrantes de melodia e som. Mas por baixo disso todas elas são músicas realmente comoventes, e são sobre ter seu coração partido.”

 

 

 

Slow Moving Millie para Idol Magazine UK (2011)

Slow Moving Millie pode não ser um nome familiar para você, mas a alguns meses atrás, você provavelmente a ouviu cantar toda vez que ligou sua TV. O cover de Millie da música “Please Let Me Get What I Want ” conseguiu o cobiçado lugar no comercial Natalino de John Lewis- o que hoje é considerado uma instituição, e que, anteriormente, elevou Ellie Goulding para outro nível de estrelato. Você também pode reconhecer Millie do cinema e da televisão . Desde a adolescência usando o nome Amelia Warner, ela estrelou como protagonista na adaptação da BBC de Lorna Doone , e foi destaque em filmes, incluindo Quills , Winter Passing e Alpha Male. Durante esse tempo, ela era ainda casada com Colin Farrell (a união entrou para a história como um dos casamentos de celebridades mais curtos , terminando depois de apenas 5 meses) . Agora, aos 29 anos, Millie finalmente percebeu que a música é o lugar onde se encontra sua verdadeira paixão – daí seu apelido de ‘ Slow Moving (lenta) ‘ . Pessoalmente, Millie é de tirar o fôlego de tão linda, com aparência clássica de estrela de cinema . Ela desloca-se com roupas românticas e caprichosas nos bastidores , que refletem seu estilo de música. O seu álbum de estréia  ‘Renditions’ já está à venda.

 

Idol Magazine: Você começou sua carreira de atriz muito jovem. Como você se envolveu com atuação?

Amelia Warner: Basicamente, eu costumava ir ao Youth Theatre Royal Court que ficava em Portobello Road. Eles usavam para fazer projetos de verão e eu participei de alguns desses. Era sobre escrever, atuar, coisas de oficina. Eu costumava ir lá no verão, e então eles fizeram um ‘jogo’ que escrevemos e alguém viu, era o assistente de um agente, e é assim que eu me envolvi com isso.

IM: Quantos anos você tinha na época?

AW: 16

IM: Depois disso as coisas aconteceram rapidamente?

AW: Sim, muito rapidamente. Eu fiz algumas coisas para TV, e, em seguida, tem ‘Lorna Doone’ que foi um dos dramas de época da BBC onde interpretei a protagonista, na época eu tinha 17 anos. Então eu também estava em ‘Quills’. O meu último ano de escola foi muito ocupado, eu estava fazendo malabarismos entre atuar e estudar.

IM: Como você conciliou os dois?

AW: Eu tive muita sorte nisso, fui a Sixth Form College (instituição onde os alunos fazem cursos avançados e concluem os ensinos mais rapidamente) e eles foram realmente compreensivos e me apoiaram, e não me reempreenderam por faltar a escola. Foi muito para mim e meu nível de comprometimento de uma certa forma. Eles foram muito legais em me deixar fazer isso. Mas no geral foi muito estressante.

IM: Qual foi o ponto alto da sua carreira?

AW: Provavelmente … provavelmente … Eu tenho que dizer que o meu favorito foi ‘Quills’ pois foi a primeira coisa que eu fiz, então eu meio que atingi o topo muito cedo (risos). Eu simplesmente amei as pessoas envolvidas, o diretor foi incrível, nós filmamos no Pinewood –  a experiência toda foi apenas muito, muito brilhante.

IM: Por que você decidiu em não continuar atuando?

AW: Bem, eu fiz ‘Quills’ quando eu tinha 18, e como eu disse foi meio que o topo da montanha – nunca realmente ficou melhor do que isso. E também porque comecei muito jovem e não era necessariamente o caminho que escolhi – você sabe, não acho que eu teria deixado a escola e ido para a escola de teatro para me tornar uma atriz. Eu só percebi com 20 anos que era atriz e não senti que era o caminho certo. É um daqueles trabalhos que você tem que ser absolutamente apaixonado pelo seu ofício e tudo mais, para fazer todas as outras coisas valerem a pena no final … as audições horríveis, a rejeição constante. Você tem que ser realmente apaixonado e eu não estava. Isso tornou-se muito claro para mim conforme fui ficando mais velha e então comecei a me sentir muito desconfortável. Eu realmente não me sentia eu mesma.

IM: Você sempre foi musicista?

AW: Sim, eu sempre escrevi e toquei piano, mas nunca tinha realmente compartilhado nada com ninguém. Acho que não toquei música para alguém até que eu estar com 24 ou 25, porque era algo que eu simplesmente costumava fazer. Eu sempre levava meu teclado comigo, e também o meu computador que tinha um software para que eu pudesse gravar e escrever, então sempre fiz isso, mas era algo particular.

IM: Você se envolveu com trilhas sonoras de filmes – como conseguiu essa oportunidade?

AW: Alguns dos meus amigos estavam fazendo curta-metragens e eu fiz a música para eles e adorei, realmente, realmente gostei de fazer o Film Score (música original escrita especificamente para acompanhar um filme). Eu fiz mais alguns esse ano – cerca de três curtas, novamente apenas participando da trilha sonora ,e fiz um comercial para Orange na França. Eu quero continuar fazendo isso, se possível.

IM: O que compor trilhas sonoras para filmes implica? Você escreveu partituras e trabalhou com orquestras?

AW: Eu fiz isso com a Orange France. Trabalhei com vários instrumentos com cordas, o que foi incrível. Vê-los tocar algo que você escreveu e arranjou, eu amei, foi um grande momento.

IM: Como foi a transição de ser compositora para ter um contrato assinado com a Island Records?

AW: Eu assinei um contrato sincronizado com a Universal, que é realmente um pequeno negócio, basicamente, apenas envolvendo música para filmes. Eu acho que é porque eu estava fazendo trabalhos com trilhas sonoras e acabou passando de boca em boca. Basicamente, significa que eles queriam minhas músicas, para compor coisas ou usar o material existente nas trilhas sonoras. Eu tive essa chance através de estar na Universal, então conheci Island e, em seguida, assinei o contrato e eles absorveram o negócio em sincronia.

IM: Você acha que foi mais fácil ou mais desafiador, ter feito seu nome como atriz e agora mudar isso para a música?

AW: É realmente difícil dizer, porque é realmente difícil de qualquer maneira. Em qualquer cenário, é difícil fazer um nome para si mesmo na indústria. Eu acho que em alguns aspectos é duro porque as pessoas podem ser desprezíveis – Quer dizer, eu sou culpada por meus atos … Eu posso ouvir que alguém está fazendo alguma coisa e eu vou julgá-la de imediato, e rejeitá-la. Então, eu acho que algumas pessoas vão pensar: “Ah, ela está tentando fazer isso agora”, e pode ser um pouco desencorajador . Eu honestamente não posso dizer se isso ajuda ou não (já ser conhecida como atriz), mas não acho que tenha  sido prejudicial.

IM: Por que você usa o nome Slow Moving Millie?

AW: Acho que foi porque quando eu comecei a tocar minhas coisas para as pessoas e enviar demos, foi uma maneira de separar Amelia Warner, a atriz, e Slow Moving Millie. Era uma maneira segura de começar a fazer o meu caminho nesse mundo. Também foi porque não comecei a tocar minha música para ninguém até que eu ser um pouco mais velha, e eu não sabia ou sequer sonhava que poderia fazer isso como uma carreira. Todos os meus amigos e família perceberam muito antes de mim, então é daí que vem o apelido de ‘lenta’. Levei muito tempo para começar, “Que se dane, eu adoro escrever músicas, eu amo música, isso sempre me fez feliz. Por que não estou fazendo isso?” Eu sempre fui obcecada com a música – ouvir, comprar – e certas vezes, a ideia de fazer algo que você ama parece plausível.

IM: Que tipo de música você ouvia enquanto crescia?

AW: Todos os tipos. Minha mãe é realmente ligada a música, então ela me fez ouvir Jackson Browne, Joni Mitchell, Randy Newman. E então, quando mais velha, eu estava obcecada com The Kinks e The Rolling Stones, fiquei entre Blur e Brit-Pop.

IM: Algum artista em especial influencia você agora?

AW: Eu acho que todos eles fazem, em termos de o que você ouve mais. Acho que é definitivamente enraizado de alguma forma. É difícil porque eu nunca iria querer fazer comparações…

IM: Com quem você sonha fazer uma colaboração?

AW: Rufus Wainwright seria incrível. Gostaria muito de escrever um musical com Rufus Wainwright –  seria realmente um sonho! (risos) Talvez um dia!

IM: O que podemos esperar do seu álbum de estréia?

AW: O álbum de estréia são covers, então de certa forma não é totalmente reflexo da música que faço. Mas apesar de serem covers de músicas que as pessoas conhecem, acho que há uma rotação sobre eles que é Slow Moving Millie, e uma introdução para o meu som e as coisas que eu gosto. Minha música tende a ser um pouco teatral, lunática e mágica e eu acho que trouxemos  esses elementos para as músicas. São canções que as pessoas meio-que-conhecem, como um hit maravilhoso que têm desaparecido da consciência das pessoas, e eu estou trazendo-as de volta em uma nova versão.

IM: Por que você decidiu fazer covers e não faixas originais?

AW: Não foi realmente uma decisão feita por qualquer pessoa. Foi exatamente o que eu estava trabalhando na época – eu estava trabalhando neles e ao mesmo tempo nas minhas próprias coisas. Isso de fazer covers era um projeto paralelo, mas que era muito interessante e criativo, de uma forma muito diferente. Era algo que eu estava explorando. Fazer o cover de The Smiths e todas as outras faixas coincidiram ao mesmo tempo. Todo mundo falava ” Por que não grava todas essas outras demos que você tem?” pois já estavam feitas e quase prontas. No meu álbum há duas faixas bônus, que são minhas próprias músicas.

IM: Quais são suas ambições para o futuro?

AW: Eu quero fazer um álbum no ano que vem … Eu não sou muito boa em pensar à frente. Então, na minha cabeça agora eu estou realmente animada sobre compor por alguns meses, eu poderia ir para New Orleans, estive lá à alguns anos atrás, e achei muito inspirador. Fora isso, eu não tenho certeza! 

IM: Quem são seus ídolos?

AW: Oh Deus! Deixe-me pensar … Eu amo Jane Birkin – um pouco maluca, de espírito livre. Eu também adoro Tracey Emin. Acabei de ler seu livro sobre colunas (My Life in a Column). Foi simplesmente incrível. Ela é uma mulher incrível e eu realmente a admiro. Acho que a admiro pela sua abnegação … ou a sua auto-obsessão, eu não sei qual dessas, mas é  sobre aquele destemor de abrir a si mesmo para todos. Ela quase desistiu de sua vida pela arte. Eu não acho que eu poderia fazer isso, porque minha vida é composta de outras coisas que são realmente importantes. Para mim, tem que haver um equilíbrio. Não acho que eu iria desistir e comprometer outras coisas pela minha arte com o mesmo grau de intensidade que ela fez.

IM: Quem seria seu ídolo musical?

AW: Provavelmente Danny Elfman, que é compositor de cinema. Ele faz todos os filmes de Tim Burton. Eu absolutamente amo o seu som, é tão único, mágico, tão Danny. Você pode apenas ouvir um pedaço da trilha sonora ou assistir a um filme e já perceber que se trata de Danny Elfman.

 

SCANS DA MATÉRIA SOBRE SLOW MOVING MILLIE NA REVISTA + PHOTOSHOOTS

 

Fonte

Entrevista: Amelia para Hunger TV (2012)

MANTENHA-SE EM MOVIMENTO

Desde o seu cover de The Smiths da música “Please, Please , Please Let Me Get What I Want”  trilha sonora da Campanha Natalina de John Lewis (Morrissey descreveu como “delicioso”) , os suaves tons de Amelia Warner tem sido difíceis de segurar. Sob o apelido Slow Moving Millie, no ano passado, a nascida em Liverpool de 29 anos de idade, lançou um álbum de sucessos dos anos 80 , chamado ‘Renditions’. De Bananarama para Yazoo , Amelia trouxe de volta músicas reimaginadas como baladas melancólicas . Ela está atualmente trabalhando em um novo álbum , que revela um pouco mais de sua própria composição e narrativas de Rufus Wainwright, através dos filmes de Tim Burton e trilhas sonoras de filmes orquestrais – um aceno para a encarnação anterior de Amelia como atriz. Ela construiu uma carreira de sucesso com papéis em Lorna Doone , Mansfield Park , o drama super sensual Quills e o thriller de ficção científica Aeon Flux, mas falou abertamente sobre sua luta para estabelecer sua identidade criativa como atriz. Atualmente, ela dedica seu tempo à música. The Hunger falou com Amelia sobre o lançamento de seu álbum.

HUNGER TV: Foi difícil fazer a transição de atriz para uma musicista em tempo integral?

Amelia Warner: Em termos de como eu me sentia, não. Escrever e cantar eram duas coisas que eu sempre fiz, mas em termos de mudar de emprego? É uma transição difícil para qualquer um, em qualquer campo e eu passei por um período de me sentir estranha e preocupada com o que as pessoas iriam pensar.

HT: Então, houve um pouco de medo.

AW: Exatamente. Especialmente quando você está conseguindo fazer uma boa vida e você está confortável fazendo o que está fazendo, mas isso não está se cumprindo da maneira que você esperava.

HT: Você teve muito sucesso fazendo covers dos anos 80. O que há sobre este período de música que particularmente agradou você?

AW: Composições dos anos 80 são muitas vezes esquecidas. Foi uma década de produção: havia um monte de brinquedos novos, sintetizadores, sinos e flautas. Por isso, foi fácil dispensar a música como um prazer culpado bobo. Mas as pessoas esqueceram quanta paixão havia naquela década. A Grã-Bretanha estava passando por um momento louco e, depois de cavar através de todas as brilhantes, incríveis produções pop, você pode ver um monte daquele tumulto na música.

 

“Esse senso exclusivo de responsabilidade é emocionante, mas também é completamente aterrorizante.”

 

HT: O arranjo é muitas vezes bastante simples: apenas você e um piano. Você estabeleceu que queria ‘deixar mais suaves’ as músicas?

AW: Eu sempre tento voltar com as músicas leves, tanto quanto possível – esse é quase o objetivo do projeto: pegar essas músicas e perguntar: ‘Será que eles vão trabalhar apenas comigo e um piano?’ Nós reinventamos, mas de uma forma diferente , uma forma mais tradicional, com instrumentação real ao invés de sintetizadores e MIDI (Musical Instrument Digital Interface – permite uma grande variedade de instrumentos musicais eletrônicos). Isso tende a deixar mais do meu próprio jeito,  o que realmente estou tentando simplificar. É da minha natureza querer adicionar mais e mais, e construir e construir. Eu amo música que faz isso, mas eu também acho que há algo realmente especial sobre a música que é aparada; é um bom teste para saber se algo realmente funciona.

HT: Quem lhe informou sobre o seu estilo vocal?

AWEu não sei. Eu realmente nunca pensei em mim como uma cantora. Eu estava escrevendo músicas e percebi que alguém tinha que cantá-las para que elas fossem ouvidas.

HT: Então cantar não era algo que você sempre sonhou fazer?

AW: Cantar, não, não realmente, mas a música sempre foi muito importante para mim e escrever é algo que eu sempre fiz, mesmo quando eu estava atuando. A ideia de perseguir uma carreira na música não me ocorreu até muito mais tarde. Eu comecei a atuar quando eu era muito jovem, por isso não foi necessariamente uma decisão que tomei. Então, de repente, depois de cinco anos, eu pensei, ‘Ah, eu sou uma atriz! “, o que foi bem estranho.

HT: E quando você fala sobre escrever você está se referindo a ser uma compositora?

AW: Bem, eu sempre escrevi letras e tinha cadernos que estavam ocupados com as coisas que eu não necessariamente penso como letras no momento, mas eu também toco piano desde que eu era pequena. Criar melodias e reuni-las com palavras é algo que eu sempre fiz.

 

>> PHOTOSHOOTS  DA ‘THE HUNGER MAGAZINE’:

 

 

Vídeo dos bastidores da entrevista :

 

Fonte